Sobre Espiritismo    
Claudio C. Conti    



Textos 2009
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Textos 2008


Perispírito

A População Mundial

O espírito e a
inseminação artificial

A Intenção de Deus

Saúde e Espiritualidade

Potencialidades do Ser

Efeitos do Ecstasy

Fantasmas nas Novelas

Pneumonia Asiática
e Outras

Surpresas do Fluido
Cósmico

Co-criação

Emaranhamento Quântico

Tempo e Espaço

Sofrimento nos Animais

Mensagem (psicografia)

O Melhor Plano de Saúde

Auxílio aos Desencarnados

O Bebê e a Erraticidade

Necessidade de
esclarecimento aos
desencarnados

Natal

PERISPÍRITO


16/01/2009

Em O Livro dos Espíritos encontramos as seguintes perguntas que Kardec fez aos espíritos com as respectivas respostas: 135) Há no homem alguma outra coisa além da alma e do corpo? “Há o laço que liga a alma ao corpo.”; 135a) De que natureza é esse laço? “Semimaterial, isto é, de natureza intermediária entre o Espírito e o corpo...”.

Kardec sintetiza as respostas destas e de outras questões em nota de rodapé: “O homem é, portanto, formado de três partes essenciais: 1o - o corpo ou ser material, análogo ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2o – a alma, espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação; 3o – o princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo.”

No livro A Gênese encontramos a informação de que o perispírito é uma condensação dos fluidos espirituais em torno do foco de inteligência ou alma. Portanto o corpo perispirítico e o corpo carnal são matéria em diferentes estados. Em outras palavras: ambos são formados por fluido cósmico.

Na trindade espírito-perispírito-corpo físico, o espírito é detentor do corpo mental que preside a formação do perispírito que, por sua vez, preside a formação do corpo carnal. Colocando em escala hierárquica comparativamente a uma indústria, pode-se dizer que o corpo mental ou a mente do Espírito seria o presidente, o perispírito seria o diretor e o corpo físico seria o operário.

Da mesma forma que o presidente de uma indústria atinge o posto através de seu próprio esforço, galgando degraus à medida que adquire experiências proveitosas, o corpo mental é elaborado paulatinamente através das várias experiências vivenciadas desde que o princípio inteligente se exprime no mundo, passando pelo reino vegetal e depois pelo reino animal, tanto na esfera espiritual quanto na esfera carnal, para, ao final, alcançar a idade da razão com o título de homem.

Dessa forma podemos compreender o que diz André Luiz no livro Evolução em Dois Mundos:


“É assim que dos organismos monocelulares aos organismos complexos, em que a inteligência disciplina as células, colocando-as a seu serviço, o ser viaja no rumo da elevada destinação que lhe foi traçada no Plano Superior, tecendo com os fios da experiência a túnica da própria exteriorização, segundo o molde mental que traz consigo...” .


“Todos os órgãos do corpo espiritual e, conseqüentemente, do corpo físico foram, portanto, construídos com lentidão, atendendo-se à necessidade do campo mental em seu condicionamento e exteriorização no meio terrestre”.


A forma como o Espírito gerencia a formação do perispírito é uma das funções do automatismo adquirido ao longo da sua existência, cuja ação sobre o fluido espiritual é puramente mental.

André Luis, no mesmo livro acima citado, informa que a criação do que ele denomina de impérios estrelares, que são as galáxias que constituem o universo conhecido, são criados pela ação do pensamento de espíritos superiores, que estão em comunhão com a divindade, na co-criação em plano maior. Pela mesma ação do pensamento, nós, espíritos ainda iniciantes nessa escalada evolutiva, formamos o nosso perispírito, na co-criação em plano menor.

Muitos podem estar se questionando a respeito da utilidade deste conhecimento sobre o perispírito. Parece aquele tipo de informação que não serve para nada. Afinal, alguém precisa saber qual a parte da maçã que se denomina de perisperma para saboreá-la? Podemos até não conhecer o nome, mas é preciso saber que é comestível antes de a ingerirmos.

Portanto, chegamos a um ponto extremamente importante. Partindo do princípio que o perispírito é elaborado e mantido pela mente do Espírito e que o corpo físico reflete o corpo espiritual, desta feita, as funções fisiológicas do corpo humano estão diretamente relacionadas com a harmonia ou desarmonia mental, dentro da lei de causa e efeito. Em outras palavras, estados de saúde ou de enfermidade dependerão do nosso padrão de pensamento. Comecemos, pois, a trabalhar em prol da nossa sanidade física e mental.





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A POPULAÇÃO MUNDIAL


01/02/2009

Se compararmos a população da Terra de apenas algumas dezenas de anos atrás com a atual, facilmente perceberemos um aumento considerável do número de pessoas. Imaginemos, então, a população há algumas centenas de anos, este aumento será muito maior.

Ora, se estamos em constante progresso, dever-se-ia esperar que hoje houvesse, se não menos pessoas, pelo menos a mesma quantidade. Contudo, a humanidade de um planeta não é composta apenas dos encarnados, mas dos desencarnados também.

Desta forma, considerando os espíritos desencarnados, a lógica direta não é aplicável, pois algumas perguntas precisariam ser respondidas, tais como:


a) Há algumas centenas de anos, quantos espíritos estavam encarnados e quantos estavam     desencarnados?

b) Há algumas dezenas de anos, a soma de espíritos encarnados e desencarnados era igual     há algumas centenas de anos atrás?

c) E hoje em dia, como fica a soma dos encarnados com os desencarnados?

d) Quantos encarnados o planeta poderia receber há centenas de   anos,   há   dezenas   de
    anos e hoje?

e) É necessária a evolução material do planeta para poder receber uma quantidade maior de     encarnados? Pelo menos é o que parece.

Por esta breve avaliação já é possível perceber que esta questão é um pouco mais complexa do que parece, e ainda tem algumas complicações.

Jesus nos apresentou a idéia das muitas moradas (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III). Sob este aspecto, não apenas a Terra é habitada, mas muitos são os orbes que servem de morada para espíritos, não necessariamente encarnados da forma como conhecemos.

Dentre estes mundos, há uma infinita variedade de estados evolutivos, isto é, servem de morada para espíritos em diferentes estágios no processo de aperfeiçoamento.

Outro ponto é que os espíritos não se acham presos a determinado mundo, podem passar de um para outro, dependendo de suas necessidades no processo de aprendizado (A Gênese, Cap. XI). Assim sendo, é preciso ainda considerar a imigração e emigração dos espíritos para e da Terra.

Em suma, uma avaliação direta é muito mais complicada do que parece.

O importante é sabermos que estamos neste mundo por que é aqui que encontramos o material necessário para o nosso aperfeiçoamento. As dificuldades existem para nos impulsionar para frente e a felicidade existe por que já percorremos muito na nossa trajetória espiritual.

Sigamos em frente, compartilhando alegrias e suplantando dificuldades, tendo sempre em mente as palavras de Jesus (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI):

“Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. - Esse o maior e o primeiro mandamento. - E aqui está o segundo, que é semelhante ao primeiro: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.”

“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo.”






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O ESPÍRITO E A INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL


12/02/2009

Considerações sobre o espírito e a inseminação artificial.

1- A ligação

Em O Livro dos Espíritos, questão 344 tem-se:

"Em que momento a alma se une ao corpo?"
“A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos de Deus.”


No livro A Gênese, cap. XI, consta que “18. - Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atraí por uma força irresistível, desde o momento da concepção.”

Segundo o livro Missionário da Luz, psicografia de Chico Xavier, ditado pelo espírito André Luiz,cap. 13, a ligação entre o espírito reencarnante, Segismundo, com o ovo ocorreu 15 minutos após o espermatozóide entrar no óvulo.

Portanto, ocorre a ligação entre o espírito reencarnante e o ovo (ovo - denominação do óvulo já fecundado) no momento da fecundação. A encarnação somente será completa no nascimento.

2- Importância da ligação

Na questão 353 de o Livro dos Espíritos tem-se:

"Não sendo completa a união do Espírito ao corpo, não estando definitivamente consumada, senão depois do nascimento, poder-se-á considerar o feto como dotado de alma?"

“O Espírito que o vai animar existe, de certo modo, fora dele. O feto não tem pois, propriamente falando, uma alma, visto que a encarnação está apenas em via de operar-se. Acha-se, entretanto, ligado à alma que virá a possuir.”


Verifica-se que, apesar da encarnação não estar completa, a ligação que se forma já é suficientemente importante, pois a partir deste momento já deu-se início todo o processo:"A partir do instante da concepção, começa o Espírito tomado de perturbação, que o adverte de que lhe soou o momento de começar nova existência corpórea. Essa perturbação cresce de contínuo até ao nascimento" (questão 351). Daí os comprometimentos advindos do aborto intencional.

3- Vida orgânica apenas

Segundo o O Livro dos Espírito, q. 136 a, um corpo poderá existir sem alma, dizendo que “A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo privado de vida orgânica.”

Na questão 356 tem-se:

“Entre os natimortos alguns haverá que não tenham sido destinados à encarnação de Espíritos?

“Alguns há, efetivamente, a cujos corpos nunca nenhum Espírito esteve destinado. Nada tinha que se efetuar para eles. Tais crianças então só vêm por seus pais.”


Verifica-se, então, a possibilidade de um corpo se formar e, inclusive, nascer (questão 356a), sem que houvesse algum espírito destinado a utilizá-lo.

4- Possibilidades

Analisando os pontos anteriores é possível vislumbrar algumas possibilidades: a) haveria um espírito ligado a cada ovo; b) o espírito somente se ligaria àqueles ovos que tivessem condições de seguir a frente, isto é, formar um feto completo e; c) o espírito somente se ligaria àqueles embriões (na implantação já é considerado um embrião, seria formado por algumas células) implantados no útero materno e que tivessem condições de seguir a frente, isto é, formar um feto completo.

5 - Opnião da AME

Segundo a Associação Médico Espírita – AME, em carta intitulada Direitos do Embrião, na resolução 6, diz que “Como ainda não existem meios para identificar quais os embriões congelados que possuem ligações com espíritos reencarnantes, todos devem ser preservados”

Para acessar a carta completa clique aqui.


Como podemos observar, esta não é uma questão simples, pois falta informação mais precisa a respeito. Muito ainda temos que aprender.

Nossos atos devem ser tomados com extrema cautela e discernimento, pois as responsabilidades são grandes.





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A INTENÇÃO DE DEUS


26/02/2009

Qual seria a intenção de Deus quando cria espíritos?

Esta pergunta é muito interessante e, também, muito complexa. No nível evolutivo que nos encontramos não temos uma resposta precisa e, talvez, nem mesmo satisfatória sob o ponto de vista lógico. Contudo, é possível fazer algumas ponderações a respeito.

Ainda estamos longe de compreender os desígnios de Deus em sua totalidade, porém, sempre incorreremos em equívocos de entendimento todas as vezes que desviamos dos caracteres básicos da divindade e que são apresentados no O Livro dos Espíritos, Capítulo 1 Parte 1, e A Gênese, Capítulo 2.

A partir do momento em que passamos a ver Deus como sendo infinitamente justo e bom somente poderemos conceber a imortalidade dos espíritos, pois, como diz Kardec no livro A Gênese, Deus não teria as qualidades a ele atribuídas se criasse seres para padecerem por algum tempo e, depois, deixarem de existir sem nenhuma compensação.

Pelo mesmo motivo, não se poderia conceber a encarnação única na vida de um espírito. É fácil de perceber que a imortalidade significa que a vida perdurará para todo o sempre, o que é muito tempo. Seria um ato injusto que um ser, por ter errado durante uma existência, o que, comparativamente a todo o sempre, é uma parcela ínfima, padecer, como sugerem as seitas pagãs, no fogo do inferno para sempre.

Juntamente com o conhecimento sobre a existência e as características de Deus, a idéia de que somos espíritos é fundamental para as nossas vidas.

O conhecimento da “vida além da vida” nos incita a enfrentar as aflições e angustias sabendo que haverá sempre um amanhã, mesmo após a morte física, e o conhecimento da bondade Divina nos diz que este um amanhã será radioso, pois nenhum pai deixa seus filhos ao abandono.

O suicídio perde completamente o sentido. As pessoas cometem o suicídio para terminarem com o sofrimento e angustias; este ato é capaz apenas de por fim a vida do corpo físico, mas não é este que sente as aflições. Portanto, acabar com o corpo não é sinônimo de terminar com as aflições.

Todavia, ainda resta uma grande questão: Porque necessitamos estes padecimentos? Ora, os padecimentos são decorrentes das vicissitudes da matéria densa e do exercício das paixões ainda de origem inferior. Pelo trabalho incessante para domar estas paixões é que o espírito, evoluindo, se libertará desses padecimentos.

Nossa romagem terrena tem por finalidade depurar o espírito, libertando-o dos sentimentos materiais, da busca do prazer físico e da felicidade fictícia.

Contudo, resta, então, outra pergunta: Por que Deus não criou os espíritos já evoluídos? Para que tanto trabalho? Se assim o fosse, o mau não existiria.

Não é bem assim, é verdade que se Deus houvesse criados os Espíritos perfeitos todos somente fariam o bem, mas quis Ele que ficássemos sujeitos a lei do progresso e que, este progresso, resulte do nosso trabalho para que tenhamos o mérito das conquistas. Mas por quê?

Uma explicação que achamos razoável é que, sendo Deus infinitamente justo, não poderia Ele mesmo decidir quais características daria a um Espírito e quais daria a outro, pois incorreria no erro de decidir os gostos de cada indivíduo e as atividades de cada um, o que seria incoerente com sua soberana justiça.

Outra opção seria criar todos os Espíritos perfeitos, mas completamente iguais, cópias fiéis um do outro, verdadeiros clones, na real concepção da palavra, com pensamentos iguais, gostos iguais e atitudes iguais. Isso não parece fora de propósito e sem sentido?

Por ser infinitamente justo, Deus realmente cria todos exatamente iguais, mas, na condição de simples e ignorantes e, o que é mais importante, perfectíveis, tendo toda uma caminhada pela frente para cada um evoluir e, através do livre arbítrio que todos temos, podermos desenvolver nossas qualidades, virtudes e pensamentos e, quando chegarmos ao final da caminhada, embora perfeitos e em comunhão com Deus, seremos diferentes em aptidões, para tomarmos a nossa posição na grande oficina da criação.

Um ponto que precisamos ter em mente é que não temos ainda a menor idéia da finalidade da Criação. Ainda estamos longe de conceber o motivo da existência de tudo isto que vemos e o que podemos conceber e, também, o que nos aguarda quando formos espíritos puros.

Segundo o O Livro dos Espíritos, questão 621, a Lei de Deus está gravada na nossa consciência, portanto Ele nos indica o caminho a seguir, os percalços são decorrentes das nossas próprias escolhas.

Analisando a questão sob o ponto de vista da fé, um sentimento profundo nos diz que, apesar de todas as dificuldades que vivenciamos agora, o futuro será esplendoroso e a felicidade será plena. Aí, então, compreenderemos o porquê disto tudo e saberemos se tivemos escolha na criação ou não, pois, se pensarmos direitinho, não podemos nem afirmar que não escolhemos ser criados. Muitos dizem que não pediram para nascer sem se darem conta de que não apenas pediram, mas também escolheram as experiências a serem vivenciadas durante a encarnação.

Até nos tornarmos espíritos puros, fiquemos com as palavras do Mestre em nossa mente: “Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo.” ESE, cap. VI





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SAÚDE E ESPIRITUALIDADE


16/03/2009

Tentar estabelecer uma relação entre saúde e espiritualidade pode encontrar dificuldades no seio da sociedade atual, o que, de certa forma, pode ser considerado contraditório. Desde tempos antigos, inclusive dentre os povos primitivos, a humanidade sempre demonstrou a crença em algo além do que pode ser observado, adotando práticas para as mais variadas finalidades, inclusive para apaziguar os elementos da natureza.

A tendência espiritualista, que pode ser observada nos dias atuais, separa o material do espiritual. Talvez uma reminiscência do conceito de sagrado e profano, como se fossem dois pólos que, de certa forma, não poderiam jamais se aproximar, quanto mais interferir um no outro. Nesta abordagem, o contato do profano com o sagrado macularia o segundo que, assim, deixaria de ser sagrado e, portanto, não mais possuiria suas propriedades ou poder. Neste conceito equivocado, de que adiantaria algo ou alguém possuir algum tipo de ascensão sobre outro se não poderia agir sobre este?

Outra abordagem sobre as dificuldades da interação entre saúde e espiritualidade seria decorrente das idéias elaboradas durante o período iluminista que teve início no século XVIII e promoveu a ruptura entre ciência e religião, estabelecendo a primazia da razão sobre tudo e qualquer coisa, desde as idéias mais simples até as mais complexas. Todavia, não há como negar todas as restrições impostas e comportamentos equivocados em nome da religião, o que pode ser observado até mesmo nos dias atuais.

Contudo, o ser humano é um ser espiritual, haja vista que apenas uma minoria se diz materialista. Por este motivo existem as dificuldades de interação entre a ciência e a religião, caso contrário não seria uma questão a ser considerada. Se, por um lado, sente-se falta de algo, por outro, o paradigma reinante não permite que as portas sejam abertas para uma relação mais profunda e proveitosa.

Talvez, se a idéia de espiritualidade fosse desvinculada do conceito atual de religião, esta interação seria facilitada. O conceito de religião ainda está atrelado a rituais, dogmas e misticismos com todos os equívocos associados aos entendimentos deturpados, enquanto que espiritualidade seria apenas uma necessidade específica e individual a ser considerada na manutenção da saúde.

Leia o artigo completo.






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POTENCIALIDADES DO SER


03/04/2009

Na condição de espíritos encarnados, isto é, ligados a um corpo ainda muito denso, encontramos dificuldades para compreender as nossas potencialidades como espíritos como obra da Criação. Tentamos compreender o mundo e a nós mesmos como uma relação causal, com um evento dependendo ou decorrente de eventos anteriores que, por sua vez, causarão eventos futuros.

Nesta premissa, nos mantemos em uma posição muitos mais de meros observadores do que participantes. Todavia, nossa participação é de grande importância para a sustentação saudável da personalidade, tanto física quanto mentalmente. Esta possibilidade de ação é decorrente do livre-arbítrio que devemos exercer ao máximo, obviamente que sempre em acordo com as possibilidades individuais.

O conhecimento trazido por espíritos em condição “privilegiada”, decorrente de seu grau evolutivo, cuja percepção da realidade é muito mais ampla, é de grande importância para o aprimoramento pessoal, auxiliando a nos tornarmos partícipes atuantes em nossa própria existência.

No livro O Ser Consciente, Joanna de Ângelis amplia a idéia das potencialidades do espírito. Na Primeira Parte, Capítulo 5, consta que:


“Reconhecida a nova estrutura do ser humano - espírito, perispírito e matéria - a Psicologia pode melhor penetrar nos arcanos do inconsciente, que possui todo o conhecimento de tempo - passado, presente e futuro - como a dimensão de espaço - o infinito no finito.”


Segundo o segmento de textgo acima, como espíritos temos, não apenas conhecimento do passado e presente, mas também do futuro inseridos na região inconsciente da estrutura mental. Este conhecimento, apesar de estar temporariamente sem acesso direto, faz parte inerente do acervo pessoal e, como tal, exerce algum tipo de ação sobre a região consciente, facultando possibilidades além daquelas que convencionalmente se considera. Obviamente que a dedicação pessoal ao aprimoramento é imprescindível para o seu uso adequado.

Contudo, possuímos não apenas um conhecimento amplo na dimensão temporal, mas, também, na dimensão espacial, compartilhando do infinito com o Criador ensejando um trabalho muito mais adequado e consciente por parte do espírito encarnado.

Obviamente que existe a necessidade do empenho no processo evolutivo através do estudo e trabalho. Esta informação consta no segmento de texto da mesma obra e capítulo citado anteriormente:


“Sediando o Espírito, conforme a visão espírita assevera, a lei de Deus está escrita na consciência detentora da realidade, que a pouco e pouco se desvela, conforme a evolução do próprio ser, no seu processo de lapidação de valores e despertamento das leis que nela dormem latentes.”

“Nos alicerces do inconsciente se encontram todas essas bênçãos que, lentamente, assomam à consciência e se tornam patrimônio da lucidez, fazendo o ser compreender que nem tudo quanto pode fazer, deve-o; da mesma forma que nem tudo quanto deve, pode; conseguindo a sabedoria de fazer somente o que deve e pode como membro consciente que age de acordo com a harmonia cósmica.”





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EFEITOS DO ECSTASY


16/04/2009

Como acontece com todo tipo de mercado, os vendedores de drogas tendem a manipular informação sobre o produto para que pareçam mais atraentes para o consumidor e, como existem muitas variedades sendo oferecidas para consumo, desde as mais conhecidas até aquelas que vão surgindo ao longo do tempo, a população em geral tem menos informação sobre seus efeitos, dando oportunidade para que idéias equivocadas sejam disseminadas.

O composto químico 3,4-metilenodioximetanfetamina (sigla: MDMA), mais conhecido como Ecstasy, é popular entre os freqüentadores de discotecas, festas raves e nightclubs, por causarem uma sensação de bem-estar, proporcionando coragem para que seus usuários possam dançar e conversar, dentre outras coisas, sem a censura natural que todos possuem.

Em resumo, o que esta droga faz é desligar os mecanismos de detecção de atitudes ridículas, depreciativas e perigosas. Deixando seu usuário como uma nau a deriva, sem comandante a bordo.

Esta droga ficou conhecida como sendo inofensiva, o que é um grande problema, pois, com isto, o sistema de autodefesa do indivíduo fica confuso, fazendo com que o “alarme” que soa seja ignorado com a subsequente ingestão da pílula.

No entanto, a coisa não é bem assim. Estudos recentes revelam que esta droga não é tão inofensiva quanto parece, pois tem seus efeitos potencializados quando em ambiente com som muito alto, tais como festas raves, nightclubs, etc.

Ratos utilizados nas experiências com o Ecstasy, quando submetidos ao som muito alto, apresentaram efeitos que duraram até cinco dias após sua. Um dos cientistas envolvido no estudo disse que “seria trágico descobrir que o uso de Ecstasy em clubes quando adolescente aumenta significativamente o risco de doenças mentais na fase adulta”.

Na verdade, a droga faz mal, mas aqueles que a vendem querem que os outros acreditem que não. Sem contar, ainda, com o consumo de álcool que geralmente entra nesta “mistura explosiva” dentre vários outros fatores.

É preciso ficar atento, pois a manutenção da saúde mental e física enquanto jovem garantirá uma vida mais saudável em todas as idades.

Sob a ótica espírita, a existência transcende os limites do período entre nascimento e morte, portanto, os vícios adquiridos durante a vida como encarnado se propagará para a existência extracorpórea e as encarnações subsequentes requerendo inevitavelmente o doloroso processo de recuperação de drogadictos, pois é o espírito que se torna dependente e não o corpo.



Obs.: Este texto é baseado em artigo publicado no site da revista Nature (www.nature.com/news em 16/2/2006), que por sua vez, baseou-se no artigo original do estudo científico “Electrocortical effects of MDMA are potentiated by acoustic stimulation in rats” (www.biomedcentral.com/1471-2202/7/13).





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FANTASMAS NAS NOVELAS


29/04/2009

Não é necessária nenhuma pesquisa sofisticada para se constatar que a população está buscando uma forma de se espiritualizar. É claro que ainda existe uma procura frenética por preencher todo o tempo e espaço com assuntos materiais, porém, esta postura está lentamente, mas constantemente, cedendo lugar para questões transcendentes a vida cotidiana.

Este fato pode ser constatado por diferentes indicadores: a) Verifica-se que o afluxo de pessoas aos centros espíritas e templos religiosos aumenta a cada dia; b) Percorrendo as livrarias, pode-se observar o crescente número de títulos sobre as questões espirituais sendo apresentados nas vitrines e prateleiras; c) As questões da sobrevivência da alma após a morte do corpo físico e da mediunidade aparecem constantemente em telenovelas.

Francisco Candido Xavier, médium espírita, nascido em Uberaba – Minas Gerais, através de uma vida dedicada ao trabalho e divulgação do Espiritismo, foi protagonista, como intermediário entre o mundo espiritual e o material, na publicação de mais de 400 livros, todos voltados para o mesmo intento: pacificação e crescimento pessoal.

Podemos citar ainda Divaldo Franco, médium baiano que vem realizando um excelente trabalho no sentido de divulgação da Doutrina Espírita. São numerosos os livros psicografados e palestras, tanto dentro quanto fora do Brasil, primando pela pregação do equilíbrio mental e, conseqüentemente, a paz.

Apenas estes dois exemplos são mencionados, pois não podemos citar todos, mas a contribuição parte de inúmeros pontos, são divulgadores cuja dedicação e valoroso trabalho indica o caminho necessário para a transformação moral do planeta.

É imperioso ressaltar que a aceitação da informação, por mais clara e necessária que seja, somente ocorre quando aqueles que as ouvem estão preparados. Como nos informa o Espírito de Verdade, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, “são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos”.

A visão do mundo e, conseqüentemente, do indivíduo, necessita ser conduzida por um novo paradigma. Nesta visão, é preciso considerar o espírito imortal como protagonista, só que não estamos falando de telenovela, mas como protagonista da História da humanidade, responsável pelo bem estar de todos os seres viventes, seja encarnado ou não, vegetal ou animal. Quando nos conscientizarmos de que somo responsáveis pelo bem estar alheio, forçosamente respeitaremos a Natureza em toda sua grandiosidade e assumiremos nossa condição de co-criadores com Deus. A fraternidade e a paz, por fim, reinarão na Terra.





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PNEUMONIA ASIÁTICA E OUTRAS


04/05/2009

(Este artigo foi escrito em 2003 sob o título de “Pneumonia Asiática”, mas, infelizmente, permanece atual com a gripe suína e aviária)

Em meados da década de 80 o mundo vivenciou o aparecimento da AIDS; a doença foi creditada ao Continente Africano, cujo vírus, o HIV, teria origem nos macacos, nos quais a enfermidade não eclode, e que, por um processo qualquer, foi inoculada na espécie humana. Houve um grande estardalhaço na época, sobre as vias de contaminação, dentre elas a relação sexual e uso coletivo de seringas para aplicação de drogas injetáveis. A população em geral, recoberta de uma máscara de decência, acreditava-se fora do “grupo de risco” que consistia dos homossexuais, prostitutas e toxicômanos.

Gradativamente foi sendo observado o surgimento de casos em pessoas que eram consideradas “fora” do grupo de risco, como entre aquelas que dependiam de transfusões de sangue (hemofílicos, pacientes cirúrgicos, etc.), mas também, entre aqueles que mantinham um relacionamento estável, devido a encontros extraconjugais, ou que mantinham relações sexuais desregradamente.

A espécie humana ocupa o topo da pirâmide evolutiva e que, equivocadamente, se acredita ser a única detentora da inteligência e do raciocínio e, como tal, deve sempre exercer sua capacidade na busca de soluções simples quando surgem as adversidades. Este procedimento é essencial para se atingir efetividade com o menor dispêndio de energia. Contudo, neste processo, podem surgir “soluções” que resolvem o problema apenas aparentemente, isto é, acredita-se que com tal ação as dificuldades serão superadas, mas apenas tornam os efeitos não tão aparentes.

No caso em questão, a AIDS, optaram-se pelo uso de preservativos, seringas descartáveis e drogas não injetáveis, ao invés de condutas comportamentais mais adequadas. A transformação pessoal é trabalhosa e envolve grande dispêndio de energia.

Atualmente presenciamos uma situação ainda mais difícil, a Pneumonia Asiática.

Foi possível assistir, nos programas de televisão sobre o assunto, as dificuldades de controle desta epidemia, cuja transmissão ocorre pelo contato e até mesmo pela simples aproximação. Atônitos, pudemos testemunhar que foram instaladas, nas entradas dos prédios, pias para lavar as mãos e, até mesmo, tapetes com água sanitária para limpeza das solas de sapatos, além do uso de máscaras pelos transeuntes nas ruas, cerceando e restringindo todo relacionamento humano.

Segundo artigo publicado na revista Scientific American, sob o título em inglês: Caught Off Guard (Pegos Desprevenidos), o vírus causador do novo tipo de pneumonia seria tão diferente dos outros tipos conhecidos que pertenceria a um novo grupo de vírus, com características novas daqueles já definidos. Diz ainda que, pelas suas particularidades, é improvável que seja produto da bioengenharia e sim, um “produto” da Natureza.

Joanna de Ângelis, no livro intitulado Dias Gloriosos, apresenta um interessante estudo acerca das aflições e situações experienciadas pela humanidade na atualidade. No capítulo 6, Enfermidades da Alma, ela diz que “Mantendo-se por muito tempo em incubação no organismo, os vírus permanecem inativos até que o seu hospedeiro emita ondas vibratórias que lhe vitalizam a organização, favorecendo-lhes a multiplicação devastadora, quase sem limite.”

Sob este prisma, pode-se imaginar que todos estão sujeitos a vírus e bactéria de todas as espécies e que cada um dará ensejo para que tal ou qual possa se manifestar, sempre de acordo com seu estado mental atual ou devido a transgressões no passado, cuja reparação se faz necessária, contudo, é preciso estar consciente que qualquer estado poderá ser alterado, tanto para pior quanto para melhor, dependendo apenas da postura adotada.

Pode-se também imaginar que existam muitos outros vírus e bactérias, inclusive formas mutantes, responsáveis por muitas outras patologias desconhecidas que ainda não se manifestaram, permanecendo em latência, até que haja um estímulo qualquer para que torne a atividade, isto é, que encontre campo propício para sua manifestação, campo este proporcionado pelo estado mental.

Será que ao invés de se gastar milhões para detecção e resposta imediata a investidas biológicas terroristas ou ocorrências naturais, não seria mais eficaz a utilização destes milhões em educação e auxílio aos mais necessitados e, assim, não sermos “pegos desprevenido”? Será que a solução para tão graves problemas não seria a responsabilidade individual e coletiva? Talvez estas soluções ainda sejam uma utopia, mas a única fatalidade a que o Espírito está sujeito é a evolução, que significa o desenvolvimento moral e intelectual e que trará, forçosamente, o amor e a fraternidade entre os povos, até que todos se reconheçam, finalmente, como irmãos.







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SURPRESAS DO FLUIDO CÓSMICO
CEM MILHÕES DE TONELADAS EM UMA COLHER DE CHÁ


20/05/2009

Um fato inegável é que o destino é regido pelos astros... Pelo menos os das estrelas.

Calma, não estamos querendo dizer que serão necessários mapas de astrologia para que se conheça o destino das estrelas. Sabe-se que elas brilharão por longo período de tempo até sua “morte” e que seu final dependerá das suas dimensões. Portanto, o destino de uma estrela será regido pela sua quantidade de matéria.

O Sol, a estrela que ilumina mais diretamente a Terra, terminará como uma anã branca. Estrelas muito maior podem terminar de duas formas diferentes: estrela de nêutrons ou buraco negro, o que também dependerá da quantidade de matéria remanescente após os primeiros estágios em que uma quantidade de matéria é ejetada da estrela em “agonia”.

Um trabalho de pesquisa realizado na Universidade de Indiana, EUA, o Prof. Charles Horowitz, utilizando simulação matemática da dinâmica molecular, indicou que a superfície de uma estrela de nêutrons é formada por um tipo de matéria dez bilhões de vezes mais forte que o aço e que uma quantidade equivalente a uma colher de chá desta matéria teria uma massa de cem milhões de toneladas.

As propriedades da matéria de uma estrela de nêutrons já eram conhecidas, porém, o trabalho do Prof. Charles Horowitz veio trazer informações mais precisas.

A explicação para este fato é que, devido à enorme pressão, os elétrons que orbitam em torno do núcleo dos átomos são “empurrados” para o núcleo, unindo-se aos prótons formando nêutrons que passam a ser o único tipo de matéria constituinte – daí o nome “estrela de nêutrons”. Desta forma, a matéria presente não é mais constituída por átomos, com grande espaço vazio entre o núcleo e os elétrons girando na eletrosfera, mas formada, agora, por uma massa densa e compacta.

E pensar que tudo isto é formado apenas por fluido cósmico...

Em O Livro dos Espíritos tem-se:

30. A matéria é formada de um só ou de muitos elementos?
“De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva.”

31. Donde se originam as diversas propriedades da matéria?
“São modificações que as moléculas elementares sofrem, por efeito da sua união, em certas circunstâncias.”



Para saber mais:

Artigo do site do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas
Artigo do site da Universidade de Indiana.






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CO-CRIAÇÃO


07/06/2009

Explicar a ação do pensamento, de forma clara e de acordo com os avanços científicos não é tarefa fácil. Vamos, primeiramente, analisar as informações que nos traz André Luiz no livro Evolução em Dois Mundos, que, no primeiro capítulo, apresenta a enorme capacidade do pensamento; diz que os planetas, as galáxias, o universo, enfim, são gerados pela ação de espíritos de ordem muito elevada sobre o fluido cósmico. Nas próprias palavras deste importante autor:

“Toda essa riqueza de plasmagem, nas linhas da Criação, ergue-se à base de corpúsculos sob irradiação da mente, corpúsculos e irradiações que, no estado atual dos nossos conhecimentos, embora estejamos fora do plano físico, não podemos definir em sua multiplicidade e configuração...”

Podemos, então, concluir que a tarefa não é apenas difícil, como dita acima, mas impossível. Todavia, sem a intenção de fornecer uma explicação completa, algumas ponderações podem ser salientadas.

Ainda no livro citado, André Luiz esclarece que pelos mesmos mecanismos, nós, espíritos ainda ombreando num mundo de expiações e provas, formamos o nosso perispírito e, conseqüentemente, o corpo físico.

Devemos considerar que nosso corpo é formado por células, seres vivos primitivos, sem capacidade de raciocínio contínuo, embora, é claro, como todo ser vivo, possui uma inteligência. Poderíamos, portanto, formular a seguinte pergunta: Como podem seres tão primitivos exercerem suas funções corretamente, de molde a que possa existir um corpo tão complexo como, por exemplo, o humano?

Esta é uma boa questão para a qual somente pode existir uma resposta: Elas seguem o comando de uma inteligência superior - o espírito. Isto significa que, através do nosso pensamento, nós não apenas “construímos”, mas também controlamos, mesmo que inconscientemente, o nosso perispírito e corpo físico. Sendo assim, nossa conduta, que corresponde diretamente ao nosso padrão mental, reflete-se diretamente nos estados de saúde ou de enfermidade. Quem viveria mais satisfeito: uma pessoa com um chefe mal-humorado ou outra com um chefe feliz?

Partindo ainda do mesmo princípio, conclui-se que o pensamento tem um imenso poder criador e tudo aquilo que pensamos irá, conseqüentemente, gerar formas que, dependendo da vontade impressa nesta forma, terá duração mais ou menos longa. Por isso, vale lembrar o conselho do Mestre: vigiai e orai.

Tanto André Luis quanto Joanna de Angelis definem o pensamento como onda. No mundo físico, temos ondas sonoras e luminosas. Embora ambos os casos sejam energia em movimento, no primeiro, o impulso energético é transmitido de molécula a molécula do ar ou um meio qualquer, enquanto que, no segundo caso, a energia se apresenta em uma forma de onda diferente, é onda eletromagnética, composta por um campo elétrico e um campo magnético que se propagam sempre juntos, à velocidade limítrofe de 300.000 km/s (a velocidade da luz). Para a nossa compreensão, os dois autores espirituais mencionados comparam o pensamento a essas ondas eletromagnéticas que constituem a forma de energia mais sutil que conhecemos.

Considerações mais recentes no campo da Física conduzem a idéia de fenômeno “não-local”. Para uma melhor compreensão se torna necessário definirmos, primeiramente, o que seja um fenômeno “local”. O princípio da localidade é explicitado como tudo o que acontece na dimensão espaço-temporal conhecida, isto é, no nosso âmbito normal de atuação. Todavia, inclusive nesta nossa dimensão limitada, alguns fatos interessantes ocorrem. A Teoria da Relatividade desenvolvida por Albert Einstein, por exemplo, prediz que para um objeto, quando acelerado a velocidades próximas da luz, o tempo tende a parar. Isto mesmo! Quanto mais rápido, mais vagarosamente o tempo passa. Em outras palavras, o tempo flui em velocidades diferentes, dependendo da situação.

Nos casos de não-localidade, o fenômeno ocorre fora do espaço–tempo conhecido. Assim, a limitação de velocidade deixa de existir, como indicam alguns experimentos. A consciência humana estaria situada entre os fenômenos “não-locais”. É claro que nem todos os cientistas compartilham da mesma idéia.

Poderíamos, talvez, dizer que a ação da consciência, que nada mais é do que transferência de informação, seria capaz de, agindo nos fenômenos quânticos responsáveis pela manutenção da matéria, trabalhar para a elaboração dos corpos materiais a partir dos fluidos ambientes. É importante salientar que o tempo de duração de determinada criação estará relacionado com a intensidade da vontade que se imprimiu ao fluido.

Provavelmente, quando o homem tiver atingido um estado de conhecimento suficiente para o entendimento dos fenômenos “não-locais”, estaremos mais próximos do reconhecimento científico generalizado da existência do espírito.







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EMARANHAMENTO QUÂNTICO


23/06/2009

O emaranhamento quântico é um fenômeno observável, base para a computação quântica, por exemplo, em que duas ou mais partículas de energia ou matéria estejam tão ligados que uma não possa ser descrita sem a outra, mesmo que estejam separados espacialmente. Suas propriedades físicas são tão fortemente correlacionadas que qualquer sofrida por uma será imediatamente sentida pela outra.

Para melhor compreensão do que significa o emaranhamento quântico, imaginemos duas partículas emaranhadas, sendo que uma está assistindo uma aula e outra na cantina.

No momento que a partícula que estiver na aula compreender o que lhe é apresentado, a outra também compreenderá imediatamente. Em contrapartida, quando a que estiver na cantina sentir o prazer de beber café, a outra que está em aula também sentirá o mesmo prazer.

Partículas originárias de um único evento são entrelaçadas.

Ainda não há um consenso geral sobre as leis que regem este fenômeno.

Uma interpretação considera a existência de variáveis ocultas, isto é, não conhecidas, responsáveis pela comunicação direta entre as partículas.

Outra interpretação é que o emaranhamento quântico seria um fenômeno não-local, portanto as partículas manteriam uma relação que estaria fora dos limites espaço-temporal normalmente vivenciado.

Uma terceira interpretação seria, também, se tratar de um fenômeno não-local, porém o colapso quântico seria decorrente da ação de uma consciência atuando no fenômeno em si. Desta forma, o que é comumente denominado de realidade estaria diretamente relacionado com a consciência, isto é, seres pensantes.

Uma quarta explicação, que será denominada neste texto de “emaranhamento quântico sob a ótica espírita”, seria que sinais mais rápidos que a velocidade da luz viajando no fluido são os responsáveis pela ligação entre as partículas.

Esta forma de pensar contraria os conceitos científicos atuais, tais como a existência do fluido e de sinais mais rápidos que a velocidade da luz. Contudo, segundo o Espiritismo, o espaço é permeado por fluido e o pensamento, que não deixa de ser um sinal, se propaga no fluido em altas velocidades. Como as ondas de pensamento ainda não são perceptíveis à instrumentação científica disponível, faz crer se apresente velocidades muito altas, o que é referenciado como “a velocidade do pensamento”.







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TEMPO E ESPAÇO (psiocografia)


07/07/2009

Tempo                         Espaço
|                                    |
                                passado-presente-futuro             aqui e lá
\                                   /
Não mais do que simples referências para que o
espírito encarnado possa conviver em comunidade.



É preciso falar a mesma "lingua", isto é, nivelamento de referências para se localizarem. Portanto, são apenas expressões em um mundo completamente despido de referências sólidas, apesar de toda aparente solidez.

A natureza humana, uma expressão da natureza espiritual, é localizada no tempo e espaço que, por sua vez, são tão fugidias quanto o próprio espírito.

O tempo vai e vem, o espaço vai e vem, mas o espírito é localizado, existe, é real, pois é um filho de Deus.

Paz,
Henrique (espírito)


Mensagem psicografada na sala do GEDE em 06/07/09





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SOFRIMENTO NOS ANIMAIS


18/07/2009

Este é um ponto que frequentemente permeia a nossa mente e, devido à falta de compreensão, surge naturalmente, mesmo que encoberto pela cegueira do não querer ver, um questionamento sobre a bondade infinita de Deus.

Afinal, por que sofrem os animais?

No intuito de aprimorar o entendimento nesta questão de grave importância é necessário lembrar que:

1. O espírito é criado simples e ignorante;
2. A evolução consiste na estruturação mental;
3. A fase vegetal e animal são os primeiros passos;
4. Requer vivenciar experiências novas;

Uma explicação mais elaborada sobre a condição em que o espírito se encontra no momento da criação e o processo evolutivo pode ser encontrada em O Ser Quântico.

Em resumo: o processo evolutivo requer que o espírito tenha experiência para o seu aprendizado e aprimoramento.

No livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, em comunicação do espírito conhecido como Santo Agostinho, Capítulo V, Item 19, intitulado O Mal e o Remédio, verifica-se o seguimento de texto a seguir:

A fé é o remédio seguro do sofrimento; mostra sempre os horizontes do infinito diante dos quais se esvaem os poucos dias brumosos do presente. Não nos pergunteis, portanto, qual o remédio para curar tal úlcera ou tal chaga, para tal tentação ou tal prova. Lembrai-vos de que aquele que crê é forte pelo remédio da fé e que aquele que duvida um instante da sua eficácia é imediatamente punido, porque logo sente as pungitivas angústias da aflição.

O Senhor apôs o seu selo em todos os que nele crêem. O Cristo vos disse que com a fé se transportam montanhas e eu vos digo que aquele que sofre e tem a fé por amparo ficara sob a sua égide e não mais sofrerá. Os momentos das mais fortes dores lhe serão as primeiras notas alegres da eternidade. Sua alma se desprenderá de tal maneira do corpo, que, enquanto se estorcer em convulsões, ela planará nas regiões celestes , entoando, com os anjos, hinos de reconhecimento e de glória ao Senhor.


Como pode se verificar, mesmo no nível evolutivo em que se encontram os seres humanos, muitas vezes, dependendo de como o espírito suportou suas dores, isto é, suportando bem as dificuldades encontradas durante sua encarnação, poderá se libertar do corpo físico durante o período de agonia.

Na mensagem de Santo Agostinho não fica claro se este momento de convulsões seria durante o processo de desencarnação ou não. Devemos, então, considerar a possibilidade do espírito se libertar, portanto não vivenciar sofrimentos profundos, mesmo durante a encarnação.

Se Deus, em suas Leis, possibilita que o sofrimento seja minimizado mesmo entre espíritos sujeitos a expiações e provas, o que dizer dos animais que, segundo o O Livro dos Espíritos, não estão sujeitos à expiação (Questão 602)?

602. Os animais progridem, como o homem, por ato da própria vontade, ou pela força das coisas?
“Pela força das coisas, razão por que não estão sujeitos à expiação.”


Qual a percepção do sofrimento nos animais? Será igual a do ser humano?

Não sabemos, pois mesmo entre humanos a percepção é relativa; Contudo, podemos afirmar que Deus é Pai de todos, seja vegetal, animal ou hominal.

Porém, é preciso ficar claro que isto não isenta o ser humano do respeito e cuidados devidos com os denominados seres inferiores da criação (animais e vegetais), nem dos comprometimentos assumidos quando ocorre o desrespeito para com eles: Os animais podem não estar sujeitos à expiação, mas os homens estão.





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MENSAGEM (psicografia)


07/08/2009

Queridos Irmãos,

Vislumbrando um passado remoto, podemos reconhecer-nos como participantes ativos em vários atos que não estariam em conformidade com os ensinamentos daquele que aqui veio exemplificar o amor e a caridade.

Muitas vezes nos reconhecemos como credores de reconhecimento e estima. Porém, nem sempre estamos em condições de cobrar algo, pois somos muito mais devedores que credores.

A impunidade, a violência e a incoerência grassam e não temos como avaliar o seu signioficado.

Acreditando, muitas vezes, que não existe uma saída ou que muitos que aqui ainda habitam não merecem tal ou qual provação.

Todavia, é preciso aceitar o fato de que somos todos devedores diante da oportunidade única de sanarmos muitas das contas que ainda mantemos em aberto.

As reviravoltas do planeta são para nosso próprio benefício, isto é, o benefício de todos.

É difícil de compreender quando analisamos a situação sob uma ótica estreita, porém, esta condição por qual atravessamos é benéfica inclusive para aqueles que cometem as maiores atrocidades.

Vivendo ainda na ignorância, est]ao vivenciando o início do saturamento do mal, situação que muitos que aparentam a serenidade atualmente vivenciaram no passado.

O ciclo consiste me praticar (o mal), cansar e regenerar. É claro que este ciclo não é obrigatório, mas é o percurso que a maioria segue.

Balas perdidas, assaltos, corrupção, guerras, etc. terão um fim neste planeta ainda, quando reinará a paz, o amor e a fraternidade.

Até que este dia chegue, arregacemos as mangas para fazermos com que chegue o mais rápido possível.

Somos trabalhadores de última hora por que os próximos serão em outro planeta menos evoluído, para galgarem os mesmos degraus.

Assim consiste a Criação em seus estágios menores.

Vivamos com Jesus. Nele encontraremos a força.

Paz,
John (espírito)


Mensagem psicografada em 20/09/2004





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O MELHOR PLANO DE SAÚDE


24/08/2009

Duas citações no artigo intitulado Quando o Transtorno Bipolar e a Esquizofrenia se Aproximam, apresentado na revista Mente e Cérebro de agosto de 2009, chamam a atenção.

Uma delas diz o seguinte:

Em países como a Zâmbia, onde os serviços psiquiátricos são subdesenvolvidos, a recuperação é de aproximadamente 50% enquanto no Ocidente é de cerca de 30%.

Devemos, então, constatar que algo deve estar errado com a abordagem médica no tratamento destas doenças em países mais desenvolvidos, servindo de convite para que o atual paradigma adotado seja modificado aprendendo com esses outros países que já atingem marca superior de recuperação.

No livro Alienados e Alienações, psicografia de Divaldo Franco, o espírito Manoel P. de Miranda já afirmava em 1991, ano de publicação do livro em questão, a necessidade desta mudança de paradigma, indo mais além, apresentando pontos para serem revistos ao dizer:

A moderna e atual crescente aplicação de antidepressivos e calmantes, aditivos ou não, em caráter de igualdade, como se as síndromes aparentes caracterizassem as mesmas enfermidades da alma, amolentam, retiram os registros da lucidez para, a pouco e pouco, restabelecerem uma saúde mental que não se fixa, já que mediante a reincidência de tratamento violento qual este, os centros psíquicos interrompem os mecanismos de estímulo para os registros e transmissão das mensagens, decorrendo males-sequelas ou processos mais complexos de recuperação, indubitavelmente, improváveis.

A outra citação diz o seguinte:

Outro desafio é que a linha divisória entre a psicose e o funcionamento considerado normal tem se tornado cada vez mais vaga. E uma descoberta surpreendente: sintomas psicóticos são muito mais comuns do que se pensava.

Esta informação, que é apresentada como uma “descoberta surpreendente”, já foi apresentada anteriormente, em 1998, também por Manoel P. de Miranda, no livro Nas Fronteiras da Loucura, também psicografia de Divaldo Franco. No livro consta a afirmativa a seguir:

É muito diáfana a linha divisória entre a sanidade e o desequilíbrio mental. Transita-se de um para outro lado com relativa facilidade, sem que haja, inicialmente, uma mudança expressiva no comportamento da criatura.

Diante destes pontos, percebe-se o avanço do conhecimento trazido por espíritos que se dedicam ao cuidado e esclarecimento dos encarnados, apresentando as patologias e as terapêuticas adequadas. Este pode ser um bom motivo para os escutarmos e tentar seguir seus ensinamentos na busca da saúde física e mental. Cabe a nós, encarnado, baseado no estudo apresentado em O Livro dos Médiuns, separar o joio do trigo, isto é, identificar, dentre tantos livros psicografados, aqueles que são trazidos por espíritos realmente esclarecidos.

Portanto, podemos chegar a seguinte conclusão: O melhor plano de saúde é viver segundo as diretrizes apresentadas pelo Espiritismo.





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AUXÍLIO AOS DESENCARNADOS


09/09/2009

Durante o tempo em que trabalho servindo como médium na psicografia, algo que sempre chamou a atenção é a repetição, com certa frequência, do conteúdo de mensagens sobre espíritos desencarnados que, após receberem auxílio, se encontram em condições mais amenas.

Via de regra, quando o espírito desencarnado esta se recuperando, a mensagem consiste em informar que o espírito se encontra em processo de aprendizado para, mais tarde, auxiliar dos mais necessitados e, quando já está recuperado, a informação é de que ele já se encontra em trabalho de auxílio ao próximo.

Obviamente que não é regra geral, muitas vezes é informado que o espírito ainda não se recuperou ou se encontra em alto grau de perturbação e ainda não está em condições de receber auxílio direto ou que está se preparando para reencarnar, etc.

Em mensagem trazendo notícias sobre um espírito desencarnado, o espírito comunicante explicou o processo de auxílio àqueles que desencarnam em estado de perturbação. Abaixo está a transcrição de parte da mensagem:

...

O processo nas colônias é muito semelhante ao que vamos relatar:

a) Um espírito chega em determinada condição, que dependerá do seu estado quando desencarnou;
b) É encaminhado, logo que possível, a hospital especializado;
c) Submetido a tratamento adequado, se recupera após tempo mais ou menos longo;
d) É encaminhado a cursos de especialização no tratamento de espírito em condições semelhantes;
e) Passa ao trabalho.

Desta forma, o espírito compreenderá profundamente seu problema pessoal, pois, embora recuperado, poderia recair na mesma armadilha criada por ele mesmo.

Observando outros espíritos em condições semelhantes serve para que ele solidifique o aprendizado.

Como a Providência usa todos os recursos, o próprio aprendizado de um serve para auxiliar outros.

Nenhum esforço é gasto sem seu aproveitamento ao máximo.

Fique em paz,
Henrique

Mensagem psicografada em 07/09/2009 no GEDE





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O BEBÊ E A ERRATICIDADE


11/10/2009

No livro A Gênese, Cap. XI, Item 20 – Encarnação dos Espíritos, diz o seguinte:

Um fenômeno particular, que a observação igualmente assinala, acompanha sempre a encarnação do Espírito. Desde que este é apanhado no laço fluídico que o prende ao gérmen, entra cm estado de perturbação, que aumenta, à medida que o laço se aperta, perdendo o Espírito, nos últimos momentos, toda a consciência de si próprio, de sorte que jamais presencia o seu nascimento. Quando a criança respira, começa o Espírito a recobrar as faculdades, que se desenvolvem à proporção que se formam e consolidam os órgãos que lhes hão de servir às manifestações.

Verifica-se, que, antes do nascimento, o espírito reencarnante se encontra em estado de perturbação. Por “perturbação”, neste caso, entende-se como perda das suas faculdades conscientes, isto é, estabelece-se um estado de torpor em que não apresenta a consciência de si mesmo e do que ocorre ao seu redor.

Após o nascimento, gradativamente, o espírito recupera suas faculdades, porém, como erificado nas crianças recém nascidas, suas faculdades são extremamente limitadas, capazes apenas dos instintos básicos de sobrevivência (comer, beber, excretar e outros).

Portanto, verifica-se, como consta no texto retirado do livro A Gênese, o espírito desenvolve suas faculdades gradativamente, não tendo condições de se manter sozinho durante os primeiros anos de sua nova encarnação.

Um espírito que desencarna em tenra idade, como não ocorre transformação rápida, conforme consta no livro Evolução em Dois Mundos de André Luis, cap. 24 – Linhas Morfológicas dos Desencarnados (ver abaixo), o espírito se manterá em condição semelhante ao seu estado de encarnado.

Se a alma desenleada do envoltório físico foi transferida para a moradia espiritual, em adiantada senectude, gastará algum tempo para desfazer-se dos sinais de ancianidade corpórea, se deseja remoçar o próprio aspecto, e, na hipótese de haver partido da Terra, na juventude primeira, deverá igualmente esperar que o tempo a auxilie, caso se proponha a obtenção de traços da madureza.

Cabe, entretanto, considerar que isso ocorre apenas com os Espíritos, aliás em maioria esmagadora, que ainda não dispõem de bastante aperfeiçoamento moral e intelectual, pois quanto mais elevado se lhes descortine o degrau de progresso, mais amplo se lhes revela o poder plástico sobre as células que lhes entretecem o instrumento de manifestação. Em alto nível, a Inteligência opera em minutos certas alterações que as entidades de cultura mediana gastam, por vezes, alguns anos a efetuar.


Consultando o O Livro dos Espíritos, temos as seguintes questões:

380. Abstraindo do obstáculo que a imperfeição dos órgãos opõe à sua livremanifestação, o Espírito, numa criancinha, pensa como criança ou como adulto?

Desde que se trate de uma criança, é claro que, não estando ainda nela desenvolvidos, não podem os órgãos da inteligência dar toda a intuição própria de um adulto ao Espírito que a anima. Este, pois, tem, efetivamente, limitada a inteligência, enquanto a idade lhe não amadurece a razão. A perturbação que o ato da encarnação produz no Espírito não cessa de súbito, por ocasião do nascimento. Só gradualmente se dissipa, com o desenvolvimento dos órgãos.

Há um fato de observação que apóia esta resposta. Os sonhos, numa criança, não apresentam o caráter dos de um adulto. Quase sempre pueril é o objeto dos sonhos infantis, o que indica de que natureza são as preocupações do respectivo Espírito. 381. Por morte da criança, readquire o Espírito, imediatamente, o seu precedente vigor?

Assim tem que ser, pois que se vê desembaraçado de seu invólucro corporal. Entretanto, não readquire a anterior lucidez, senão quando se tenha completamente separado daquele envoltório, isto é, quando mais nenhum laço exista entre ele e o corpo.


Pela questão 381 verifica-se que existe um ponto a ser considerado e que não fica muito claro. Primeiramente, os espíritos dizem que o espírito recobra suas faculdades imediatamente, porém, logo em seguida diz que isto somente ocorre quando não exista mais nenhum laço com o corpo. Ora, normalmente consideramos a desencarnação como o desligamento completo entre espírito e corpo. Fica, então uma pergunta: O que os espíritos querem dizer com isto? Ainda não temos como responder. Todavia, considerando as colocações de André Luis, podemos ousar dizer que os espíritos mais evoluídos conseguem se desvencilhar imediatamente da estrutura do corpo físico, mesmo quando o desencarne ocorra em tenra idade, entretanto, o mesmo não ocorre com os menos evoluídos.

Desta forma, o espírito que desencarna em tenra idade necessitará de cuidados assim como quando estava encarnado.

Nos trabalhos de mesa mediúnica, muitas vezes, grupos de espíritos se apresentando ainda criança se comunicam e verifica-se que sempre há espíritos “adultos” a cuidar deles. Contudo, também se verifica espírito “crianças” se manifestando com grande lucidez de idéias, apesar de se manifestarem como crianças. O que vem a corroborar com a idéia do nível evolutivo interferir com a destinação do espírito que desencarna ainda criança.

Dito isto, consideramos que espíritos que desencarnam ainda bebês não ficariam vagando sem estar de posse de suas faculdades e sem amparo, pois necessitarão de cuidados assim como quando encarnados até que, dependendo do grau de adiantamento será um tempo mais ou menos longo, possam recobrar suas faculdades. Deus que é infinita bondade não deixa ninguém abandonado.





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NECESSIDADE DE ESCLARECIMENTO AOS DESENCARNADOS


20/11/2009

Os ensinamentos de Jesus sempre apresentam a claramente a idéia da necessidade de auxiliar os aflitos e necessitados. Por “aflitos e necessitados” entende-se não apenas aqueles que passam por privações materiais e/ou enfermidades, mas todos as suas formas de expressão, inclusive as aflições morais que podem ser muito mais penosas que as dores físicas. No Evangelho Segundo o Espiritismo encontra-se vastíssimo material a este respeito.

Com o advento da Codificação Espírita foi-nos apresentado de forma clara e metódica a existência de um mundo diferente do nosso, o denominado “mundo dos espíritos” onde a diferença se dá, principalmente, na forma de manifestação do ser, porém com dificuldades e alegrias iguais. Ficou claro a continuidade da existência após a morte do corpo físico e que os espíritos permaneciam com as mesmas dificuldades e/ou alegrias enquanto encarnados. Ver o livro O Céu e o Inferno.

Diante da existência de seres em aflições e com o lema “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, não poderíamos fechar os olhos e fingir que não sabemos sobre estes espíritos, nossos irmãos, estão em estado de aflição e não fazer nada.

Temos então a informação de que:

a) Existem espíritos em aflição;

b) Devemos auxiliar nossos irmãos;

c) A mediunidade é o veículo de comunicação com desencarnados.

Nada mais lógico que arregaçar as mangas e ir ao trabalho através do esclarecimento dos aflitos e, concomitantemente, também nos auxiliarmos neste processo, pois os encarnados dedicados a este trabalho devem tomar para si mesmo as lições.

André Luis (espírito), através da psicografia de Chico Xavier,trouxe, através da obra Nos Domínios da Mediunidade, farto material sobre este trabalho, esclarecendo a parte realizada pelos trabalhadores desencarnados.







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NATAL


Data de postagem: 07/12/2009

Muitas vezes pensamos que o Natal é uma época especial, inclusive para o próprio Jesus. Acreditamos que neste período Jesus se aproximaria do planeta ou que dedicaria maior atenção aos seus habitantes.

Felizmente para nós não é assim que funciona, pois, como pode ser lido no Evangelho de Mateus, Cap. XVIII, vv. 20, Jesus diz que: Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei.

Sobre esta passagem, no Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXVIII, Kardec tece comentários visando maior aprofundamento na questão:

Dizendo as palavras acima transcritas, quis Jesus revelar o efeito da união e da fraternidade. O que o atrai não é o maior ou menor número de pessoas que se reúnam, pois, em vez de duas ou três, houvera ele podido dizer dez ou vinte, mas o sentimento de caridade que reciprocamente as anime. Ora, para isso, basta que elas sejam duas. Contudo, se essas duas pessoas oram cada uma por seu lado, embora dirigindo-se ambas a Jesus, não há entre elas comunhão de pensamentos, sobretudo se ali não estão sob o influxo de um sentimento de mútua benevolência. Se se olham com prevenção, com ódio, inveja ou ciúme, as correntes fluídicas de seus pensamentos, longe de se conjugarem por um comum impulso de simpatia, repelem-se. Nesse caso, não estarão reunidas em nome de Jesus, que, então, não passa de pretexto para a reunião, não o tendo esta por verdadeiro motivo.

Neste sentido, algumas considerações podem e devem ser elaboradas.

Observa-se que o sentimento reinante durante a época de Natal não é completamente direcionado a Jesus, portanto, não seria em “seu nome”. Como bem salientou um amigo, a figura que mais aparece nos festejos natalinos é a de Papai Noel, o bom velhinho cuja premissa principal é dar presentes materiais.

Aqueles que, durante esta época, voltam-se para a figura de Jesus são as mesmas que o fazem durante todo o ano e que, por assim dizer, desfrutam da sua “presença”, pois, como bem coloca o Espiritismo, os espírito mais elevados se fazem presentes, não fisicamente, mas pela irradiação do seu pensamento. Em decorrência desta premissa básica, pode-se dizer que O Mestre não esperaria uma determinada época do ano em que haja melhor atmosfera psíquica para se aproximar fisicamente do planeta.

Embora esta abordagem possa parecer desanimadora, pois ainda mantemos a idéia da “magia do Natal”, que é válida e útil para os menos acostumados ao pensamento de melhor teor, para aqueles que permanecem em trabalho de aprimoramento pessoal durante todo ou, pelo menos, muitos dos dias do ano, fortalece a idéia de que seu esforço viabiliza o convívio com Jesus e sua falange.

Quanto à necessidade de dois ou mais estarem reunidos, deve-se considerar que Jesus se refere à fraternidade entre as pessoas, o que não significa ser essencial uma assembléia, mas que, quando estivermos diante dos outros, devemos manter o pensamento e comportamento fraterno e amável, não furtando o indivíduo quando sozinho, mas com sentimentos elevados, da companhia e/ou de conjugarem com os espíritos mais evolvidos.

Por fim, não se sabe ao certo o dia do nascimento de Jesus. O dia 25 de dezembro foi escolhido devido a festejos que já aconteciam, portanto, houve apenas substituição do motivo. A história a este respeito é muito interessante, merecendo maiores aprofundamentos para aqueles que se interessarem.







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